domingo, 8 de maio de 2016

Diana,

multidão desintegra  ruas
copos e ruas esvaziam a tua espera
e as bitucas não desintegram nos cinzeiros
as vezes o movimento retilinio uniforme é uma ladeira
de mão unica até o bar
e você não tem freio
copos e ruas não desintegram
a tua espera
subo a contramão
exilado
labirintome no terminal urbano
a multidão estrangera me
atrás da faixa amarela
no espelho esférico
a imagem reconcava
me avessa e devolve
a cidadania
encho e esvazio
garrafas e ruas
inteiro
em mim
habito tudo que me habita

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