domingo, 1 de maio de 2016

Eclipse da Eternidade

O silêncio desperta a solidão
Brota na escuridão do círculo dourado
Um fio brilhante dissolvendo toda a alegria
Os homens choram
As mulheres cantam
Nas frias planícies a ausência é sentida
As belas lembranças esquecidas
E o desespero regurgita imagens flutuantes

A noite cálida repousa no horror mudo
A natureza dorme mergulhada em pesadelos
A sensação de eternidade silente cala os espíritos com tormentos
O sentimento do terror de se entregar sem arrependimentos aparece como paz

Mas então percebe-se do mais alto pico o retorno dos movimentos cósmicos
Volta-se a rodar, chama do desejo dial e reflexo das pulsões noturnas
Desvanece-se o horror revolvendo-se em memória
Retorna da inércia o devir da vida indo e vindo

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