sexta-feira, 13 de maio de 2016

Espelho, espelho meu.



Se eu tivesse uma chance, uma só, de capturar sua imagem, não seria na self-retina. Seria no espelho, na lâmina fina (que não fere), o lugar ideal para o cativeiro.
 
Teria todos os dias o encantamento dos índios (aqueles mais primitivos, os que não enxergaram as naus) diante do presente raro, você perpetuado, um Dorian Gray sem pecado, guardado a sete vezes setenta chaves. 
E na planície de vidro onde o ideado é também real, manteria cada movimento seu bem perto para violar e ver (voyeur) em meus olhos os seus, em seus traços os meus.
Fetiche.

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