quarta-feira, 18 de maio de 2016

noite de chuva

Noite de Chuva

canto gregoriano na mente, Encontrão!
homem sombra de corpo manipulado,
pele de mendigo-cão,
face rugosa,
um olho vazado, outro, buraco com búzios.

especulativa investigação,
hipótese absurda reverbera,
torna-se inabalável,
inquebrantável em meu cérebro angustiado.
racional inquiri – íntima inquisição,
dimensionei minuciosamente nos terríveis segundos a máscara em minhas mãos,
num ímpeto, abracei (o aqueceu)  
beijei num frenesi erótico o rosto de lascas, língua no coração.
entreguei a capa de chuva japonesa - coberto resto do corpo serpente - SOU
                           esta  frésia branca indecente.

eu caçador, pesquisador da alma diabólica, parabólica, tanto côncavo quanto convexo
memória perispírito tridimensional, impossível desfazimento,
narcisotorpedo torpedeia meu santuário interior.Temido espelho.

Tremido Desatino, Socorro Serafim!

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