quinta-feira, 12 de maio de 2016

Quando se tocam os espelhos


Do outro lado eu vejo várias
Quantas de mim no espelho
Estão arbitrárias?
Multiplicando-se tal qual coelho

Sempre tive esse medo:
Por trás da última, o que há?
Um mundo amargo e azedo?
Na mão, a finada colher de chá?

Quando criança, olhava de soslaio
Apontava os olhos até trespassar arrepio
Hoje ainda encaro, disfarço e saio
E se a outra, lá atrás, espanta o marasmo?

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