sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Cachorro de Rua

Amo cachorro. Amo mesmo. Tenho desde criança, já tive vários. Agora tenho dois viras. O Fred e o Jorge são porte médio. Eles ocupam bastante espaço, mas é bom porque eles não ficam sozinhos quando eu não tô. Aqui na Santa Cecília tem muito cachorro, né? Levo sempre no Minhocães.

A gente toma café junto todo dia. Eu acordo seis da manhã pra preparar a alimentação natural deles. Faço com carne crua, casca de ovo e vegetais. Eles adoram. Ração faz mó mal, né? E as fábricas ainda testam em animais, um horror. Eu tenho uma ONG de proteção ao animal junto com umas amigas, sabe, o Focinho Carente. O Fred e o Jorge têm uma continha no instagram e faço questão deles serem símbolos da adoção responsável.

Eu quase não deixo meus cachorros sozinhos em casa. Mas quando deixo, faço esforço pra fazer carinho na maior quantidade de cachorros de rua possível. Todos precisam de um pouquinho de amor, né? Principalmente os muitos sujos e com fome, com pulgas e vermes. Aqueles olhinhos de carata que pedem um restinho de misericórdia.

Pena que esse tipo de cachorro quase sempre vem junto com outro bicho.

E não, cara, não tenho dinheiro. Nem um pãozinho sobrando. Faz favor de não pegar em mim com essa mão imunda que não quero encostar nos seus trapos fedidos. Sai pra lá que eu não sou obrigada a ajudar ninguém. 


Que horror. Deus me livre.

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